Mais da metade dos vereadores de Campo Grande tentarão se reeleger

Se reeleitos, vereadores devem ficar mais quatro anos no legislativo da Capital

Com uma renovação de 57% em outubro de 2016, ao menos 18 dos 29 vereadores eleitos querem se manter no cargo nas eleições municipais de Campo Grande este ano. Com grande mudança no pleito passado, muitos vão tentar pela primeira vez uma reeleição enquanto ocupam uma cadeira no legislativo municipal. 

O presidente municipal do PSDB, João César Mattogrosso, é um dos nomes que devem aparecer nas urnas este ano. Eleito em primeiro mandato, o parlamentar afirma que desde o começo vem trabalhando para a reeleição e a campanha não deve atrapalhar os trabalhos na Casa de Leis. “Vou tentar a reeleição, com toda certeza, para ver o que a população achou do meu mandato. Desde o início cumpri com minhas obrigações de vereador, principalmente não sumi da população, não sumi dos bairros. Desde 2017 percorrendo quase todos os dias os bairros, com reuniões, ouvindo a população e as suas demandas”, ressalta. Em 2016, o tucano teve 3,7 mil votos e ficou em 11º lugar. 

Também do PSDB, o policial federal André Salineiro foi o mais votado em 2016, teve 8,7 mil votos em sua primeira disputa, mas ainda não sabe se deve tentar a reeleição nem se deve continuar no ninho, informações de bastidores são de que o vereador deve seguir com o DEM. Em 2018, ele tentou se eleger como deputado estadual, mas teve apenas 1,48% dos votos, ficando em 28º na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) por conta do coeficiente eleitoral, uma vez que o vereador teve mais votos do que seis dos eleitos. Salineiro conseguiu 18,9 mil votos. 

Eleito de primeiro mandato, Odilon de Oliveira Júnior (PDT) buscou um cargo eletivo no legislativo federal, porém, não conseguiu. Ele disputou para deputado federal em 2018 e teve 19,1 mil votos, ficando em 14º lugar, Mato Grosso do Sul tem oito parlamentares eleitos na Câmara dos Deputados. “Para o ano que vem a gente tem boas expectativas com o mandato, e o foco, como sempre, é continuar prestando um bom serviço para Campo Grande”.

Odilon afirma que a campanha para reeleição não deve atrapalhar seu mandato na Câmara Municipal e tem uma boa expectativa de votos. “Eu tive uma experiência, quando fui candidato a deputado federal. A gente consegue equilibrar bem as duas funções, é só saber planejar bem e saber se organizar, é o que a gente vem fazendo. Cerca de 18,9 mil votos este ano”. Quando eleito vereador, ele foi o segundo mais votado, com 6,8 mil votos.

Terceiro mais votado de 2016, Dr. Loester (MDB) deve tentar a reeleição, mas não descarta disputar a Prefeitura Municipal de Campo Grande pelo partido. “Meu objetivo em primeira mão é a reeleição a vereador, agora não afasto a hipótese de poder sair candidato a prefeito, afinal de contas, o partido não pode ficar sem candidato à prefeitura; se o André não assumir uma candidatura, até lá a gente espera ele, ele não disse um não definitivo, mas também não disse sim”. 

Loester teve 5,5 mil votos em 2016 e em 2018 tentou se eleger como deputado estadual, mas ficou em 35º lugar com 9,6 mil. 

Outro que afirma buscar a reeleição é o presidente da Casa, João Rocha (PSDB), porém, conforme os bastidores da política, ele deve ser o vice-prefeito caso consolide a chapa entre PSD e PSDB. “Sim, vou tentar a reeleição. Pretendo ficar no mesmo partido, porque não há motivo para me aliar a outro”, ressaltou.

Em 2016, o vereador ficou em 8º lugar na contagem de votos, sendo o preferido de 4,1 mil eleitores. 

Com apenas duas mulheres eleitas em 2016, ambas devem tentar se manter no cargo. Dharleng Campo (PP) afirma que vai disputar. “Eu vejo que meu trabalho tem falado por mim e nós temos condições para ir para uma reeleição”.

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