Luciano Huck homenageia Paulo Gustavo no Caldeirão e ataca Governo Bolsonaro

Luciano Huck usou um espaço no Caldeirão deste sábado (8) para homenagear o ator Paulo Gustavo, que faleceu na última terça-feira (4) após complicações da Covid-19, e criticar o Governo Bolsonaro pela forma com que vem lidando com a crise sanitária desde março do ano passado.

Foi uma partida injusta porque poderia ser evitada. Se o Brasil tivesse levado a sério essa pandemia desde o começo, hoje todos nós já estaríamos vacinados. E o Paulo não teria partido“, disse o apresentador, que é cotado para a disputa presidenciável de 2022.

O marido de Angélica ainda citou os Estados Unidos como exemplo de como a mudança gerada pelo Governo Biden gerou um resultado positivo na pandemia: “Eles tiveram a sabedoria de ouvir a ciência e mudaram os rumos. Em três meses, vacinaram a população. Agora, a Broadway anunciou que vai reabrir suas cortinas. Aqui, seguimos chorando nossos mortos. É muito revoltante“.

Em seguida, o global elogiou a intensidade como Paulo levava a vida. “Ele ia muito além de fazer graça. Tinha muito afeto, tinha acolhimento, tinha representatividade. Ele era exatamente assim, na tela ou fora dela, no palco ou na coxia. Ele tinha essa pressa de viver“, lembrou.

Na vida pessoal, ele rompeu barreiras e preconceitos, formou sua família, desbravando caminhos e derrubando muros de preconceito. Como cidadão, era inquieto, levantou bandeira, defendeu minorias e criticou absurdos dos últimos tempos. Em janeiro, quando faltou oxigênio em Manaus, ele foi o primeiro a me ligar e disse, como podemos ajudar? E ajudou“, complementou.

Em seguida, após elogiar o marido de Paulo, Thales Bretas, e os filhos do casal, Gael e Romeu, ele deixou uma mensagem de carinho para Dona Déa Lucia, mãe do artista. “Dona Deia, eu sei que amanhã  vai ser o Dia das Mães mais difícil da sua vida. Mas de alguma forma, para te consolar um pouco, a senhora foi a maior inspiração para o seu filho. A história de vocês vai estar para sempre eternizada nos nossos corações. E Paulo, você falou a verdade: rir é um ato de resistência. Não tenho dúvidas que a gente aqui vai rir muito com o legado que você deixou e a gente vai continuar sendo a resistência, te aplaudindo pra sempre”.

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