Indústria vai investir R$ 1 bilhão para produzir etanol em Maracaju

Mato Grosso do Sul avança na produção de biocombustíveis e na geração de energia limpa com o anúncio da Neomille, usina de etanol de milho que começa a ser instalada em 2022 no município de Maracaju. Na manhã desta sexta-feira (30), o governador Reinaldo Azambuja e o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) assinaram termo de acordo do Governo do Estado com a empresa, garantindo incentivos fiscais previstos no MS Empreendedor.

A Neomille é um empreendimento da CerradinhoBio, maior complexo produtor de bioenergia da América Latina, com unidades industriais em Chapadão do Céu (GO). Ao todo, será investido R$ 1 bihão na planta industrial em Maracaju. A usina vai gerar 150 empregos diretos e cerca de 500 indiretos com os serviços terceirizados. No período de obras, deverão ser gerados 2 mil empregos na construção civil.

A usina será instalada às margens da rodovia MS-157 em uma área de 115 hectares. A meta de processamento anual é de 1,2 milhão de toneladas de milho ao final de todo o processo de implantação da usina, com a produção de 510 mil metros cúbicos/ano de etanol, além de subprodutos como o DDG, ou farelo de milho (310 mil toneladas/ano), gerar 100 Gigawatts de energia e produzir óleo de milho (22 mil metros cúbicos/ano).

Para o secretário Jaime Verruck, “o etanol de milho agrega valor ao grão e proporciona maior rendimento ao produtor. Deveremos ter uma ampliação em nossa produção do milho, em função da instalação dessa nova indústria e também de outra usina de etanol em Dourados, que ainda iremos anunciar oficialmente nos próximos meses”, comentou o titular da Semagro.

De acordo com o CEO da CerradinhoBio, Paulo Motta, a geografia privilegiada para obter a matéria-prima e para escoar os produtos, somada ao ambiente de negócios favorável proporcionado pelos governos estadual e municipal, foram os fatores decisivos para a escolha do munícipio sul-mato-grossense.

“Maracaju é a maior produtora de milho do estado e possui condições favoráveis para aquisição de biomassa e comercialização de coprodutos. O milho da região que predominantemente é exportado; agora, a partir deste projeto, será processado em Maracaju e gerará valor à cadeia e economia local. A indústria trará opções de negócios ao agricultor e pecuarista, com parcerias no suprimento de milho, no cultivo de eucalipto e na utilização do DDGs como ingrediente na dieta animal”, destaca Motta.

Secretátrio Eduardo Riedel (Seinfra)

Conforme o cronograma da empresa, nos próximos meses deverá ser conduzido o processo de licenciamento ambiental junto ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, sendo previsto o início da instalação da primeira fase da planta industrial em março de 2022 e término em agosto de 2023.

O secretário Jaime Verruck lembrou que “ainda não temos uma usina de etanol de milho em funcionamento em Mato Grosso do Sul, mas, esse tipo de empreendimento já é uma realidade em nosso Estado. Montamos uma estratégia de buscar agregação de valor para os nossos produtos agrícolas. Hoje, Mato Grosso do Sul exporta milho para outros países e outros Estados. A ideia é que ampliemos a demanda interna da nossa safra do grão, que é de cerca de 10 milhões de toneladas/ano e que tenhamos novos subprodutos para outras cadeias produtivas”.

douradosagora

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