Geada e frio vão trazer novas altas nos preços e pressionar a inflação

As perdas registradas no campo por causa da ocorrência de geadas desde a semana passada não demoram a chegar ao preço final cobrado do consumidor e devem alcançar as gôndolas, não apenas nas hortaliças e frutas, as culturas mais impactadas ao lado do café, milho e derivados. O preço das carnes e do leite também deve ser pressionado por causa de danos ao pasto, aumento dos custos de produção e dos grãos, que servem de alimento nas granjas – aqui o destaque é para o milho safrinha, já impactado pela seca histórica.

Pressionada pela alta dos combustíveis e da energia elétrica, a inflação pode ultrapassar os 7% ao final de 2021, puxada agora pela alimentação em casa. A projeção revisada é da XP, que espera IPCA em 6,7% no ano. A previsão de patamares mais elevados se repete em outras instituições como o Santander, que já fala em 7,3% no IPCA.

Os preços, que já estão nas alturas, devem continuar subindo, mas ainda é cedo para dizer quanto. A inflação dos alimentos foi de alarmantes 14% no ano passado. Neste ano, a expectativa era de que a alta dos preços desacelerasse, mas o episódio frio de julho pode encarecer itens como milho, soja e café acima do esperado.

O milho é um dos que sofreram nos últimos 12 meses. As plantações foram prejudicadas por ataques da cigarrinha – uma praga comum dessa cultura –, depois pela seca e, agora, por causa das geadas. Nos últimos 12 meses os preços futuros do milho subiram de R$ 50 para R$ 100 por saca (60 kg).

douradosagora

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