Bolsas da Europa fecham sem sinal único com comércio, Itália e Brexit

Os mercados acionários da Europa fecharam sem sinal único o pregão desta segunda-feira, 1º de outubro, diante tanto do anúncio de que Estados Unidos, México e Canadá chegaram a um acordo comercial quanto de questões locais, como a discussão orçamentária na Itália e as negociações do Brexit. O índice pan-europeu Stoxx-600 registrou alta de 0,20%, aos 383,94 pontos.

A notícia de que os EUA, o México e o Canadá chegaram a um acordo em substituição ao Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) trouxe otimismo a pelo menos parte dos investidores nesta sessão.

A nova versão do pacto comercial será chamada de Acordo Estados Unidos-Canadá-México (USMCA, na sigla em inglês) e, segundo o presidente americano, Donald Trump, é “muito, muito bom” para os três países.

Em meio ao cenário, o índice DAX, de Frankfurt, fechou em alta de 0,75%, aos 12.339,03 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, subiu 0,24%, para 5.506,82 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, ganhou 0,19%, aos 9.407,00 pontos.

Ao mesmo tempo, investidores continuam a monitorar a discussão do orçamento da Itália. Apesar do primeiro-ministro Giuseppe Conte ter afirmado nesta segunda que a proposta orçamentária de seu governo vai manter as contas do país em ordem, o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, afirmou que sua opinião inicial é de que ela viola as regras da União Europeia (UE).

Já após o fechamento das bolsas europeias, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que a Itália está se “distanciando” das metas orçamentárias do bloco comum. Autoridades italianas participam nesta segunda da reunião mensal do Eurogrupo, que reúne os ministros de Finanças dos países que utilizam o euro. No país, o índice FSTE MIB, da Bolsa de Milão, fechou em queda de 0,49%, aos 20.609,99 pontos.

Já em solo britânico, o secretário do Reino Unido encarregado do Brexit, Dominic Raab, advertiu que é melhor deixar o bloco sem um acordo do que continuar aderindo às regras e obrigações da UE. Raab afirmou aos membros do governista Partido Conservador que a UE busca “aprisionar” o país, mantendo-o na união alfandegária, o que “não nos deixará alternativa a não ser partir sem um acordo”. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,19%, aos 7.495,67 pontos.

Agentes acompanharam ainda a divulgação de alguns indicadores. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da zona do euro caiu de 54,6 em agosto para 53,2 em setembro, na leitura da IHS Markit, o menor patamar em dois anos, ante previsão de 53,3. Também de acordo com a agência, o PMI industrial do Reino Unido avançou de 53,0 em agosto para 53,8 em setembro, contrariando as estimativas de recuo para 52,5.

Também foi divulgada a taxa de desemprego na zona do euro, que recuou 8,2% em julho para 8,1% em agosto, o menor nível em quase dez anos, informou a agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

Na Alemanha, as vendas no varejo tiveram queda marginal de 0,1% de julho para agosto, no cálculo com ajustes sazonais, segundo o instituto oficial de estatísticas do país, o Destatis. O resultado frustrou as expectativas de analistas, que contavam com um aumento de 0,5% das vendas. No ano, houve elevação de 1,6%, como previsto.

Em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,86%, aos 5.313,17 pontos.

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